Immanuel Kant

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Com o advento do Iluminismo, houve um rompimento daquela fé cega e sem questionamentos que pairou durante a Idade Média – não havia mais certeza moral ou intelectual. Junto com o nominalismo crescente, houve uma relativização de tudo – palavras, valores, virtudes.

Em vista dessa insegurança, pensadores como Descartes, Spinoza e Leibniz tentaram restaurar a certeza e a segurança  filosófica através da “Teologia Racional”, isto é, busca-se uma explicação concreta para as coisas, fazendo com que as pessoas pensem e reflitam sobre o que lhes é apresentado, iniciando-se a fase do Racionalismo. Para esses autores idealistas, o conhecimento de alguém se situa dentro da ideia, que por sua vez, advém da razão que é inata do ser humano.

Para Descartes, deve-se haver a “dúvida metódica” – duvida-se de algo para chegar a uma solução, sendo possível, ao final, conhecer a verdade absoluta.

Em contrapartida, surgem os Realistas – Bacon, Locke e Hume – que situam o conhecimento na realidade em que é vivida pela pessoa, através de experiências. Em outras palavras, o conhecimento não é inato, mas tem origem empírica.

Como crítica a esse novo pensamento, os idealistas sustentavam que nem todas as verdades são verdades de fato – algumas são verdades de razão, como por exemplo, a própria inteligência, que é inata. Ou seja, de nada adianta a experiência vivida se ela não for convertida em pensamento através da razão.

Portanto, enquanto o racionalismo trabalha com juízos analíticos “a priori” que serão desconstituídos, ou seja, esmiúça o conhecimento já tido de forma inata – parte-se do todo para a parte; o empirismo, por outro lado, trabalha com juízos sintéticos “a posteriori”, isto é, juntam-se várias partes do todo em volta para formar uma verdade absoluta – parte-se da parte para o todo.

Com a finalidade de resolver a questão, surge a figura de Imannuel Kant, filósofo alemão, professor catedrático da Universidade de Königsberg, trazendo a sua teoria do idealismo transcendental.

Para Kant, existem conceitos sintéticos “a priori”, ou seja, o cientista, quando faz experiências, já sabe o que busca – as experiências realizadas nada mais são do que meios para se comprovar uma ideia pré-existente e pré-definida na cabeça do cientista. Então, o filósofo une o racionalismo “a priori” com o empirismo “a posteriori” defendendo a ideia de que é necessário tanto a razão como a experiência para se chegar a uma verdade absoluta.

Abaixo, algumas das obras mais famosas do filósofo.

 Crítica da Razão Prática

Crítica da Razão Pura

Crítica do Julgamento

A religião nos simples limites da razão

O que é o iluminismo

Fundamentação da metafísica dos costumes

A Paz Perpétua

Resposta à pergunta o que é Esclarecimento (Aufklärung)

O Conflito Das Faculdades

Os Progressos Da Metafísica

Prolegômenos a Toda a Metafísica Futura

Textos seletos

 

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